_O que você fazia da vida... antes de se tornar isso ai... digo, essa perna? _Perguntou encabulado M.
_Tudo bem! _Tossiu. _Vivi muito tempo sentado sobre o próprio rabo, sem produzir nada. Veio o câncer da inércia e me consumiu. Você não pode ficar sentado muito tempo sobre o próprio rabo. Existe uma lei orgânica.
_Não fico muito tempo sentado sobre meu próprio rabo.
_Sei disso, mas também não pode vender sua alma e nem o seu rabo.
_É, não podemos. Fuma?
_Sim.
_Ééé...?
_Despeje as cinzas no buraco. As cinzas ajudam a cicatrizar e aliviam a dor. As bactérias se encarregam do resto.
_Então você sente dor.
_Todos nós sentimos dor. O mundo é esse desmembramento.
Madonna terminou o seu número e veio rebolando maliciosa na direção deles. Sentou-se no colo de M., beijando-lhe sedutoramente a orelha. Ele sentiu seu hálito morno e natural de puta no cio.
_Então? Vamos fazer um programinha, os três?
Ela se referia à Perna também. A quem mais, se só havia eles dois ali na mesa?...
_O seu amigo é bem simpático, eu gosto de pernas cabeludas. _Disse Madonna.
M. fez estalar os dedos e vieram mais conhaques para a mesa. Luzes vermelhas giravam sobre eles. Madonna levantou-se e deu um girozinho de corpo exibindo sua bunda branca e flácida, repleta de celulites. Depois começou a se esfregar na Perna e os pêlos cabeludos da Perna se eriçaram todos. M. sentiu um comichão no pau, no momento em que o Diabo montou na sua mente e ele teve a idéia, perversamente suja, de convidar a Perna e Madonna para uma festinha particular em seu ap. Toparam.
Nenhum comentário:
Postar um comentário